SERÁ QUE AINDA TEMOS TEMPO?

Sílvia Poock - 10/2006

Recebi um e-mail falando sobre o aumento da temperatura da terra e
suas consequências que podem trazer grandes problemas climáticos.

Faz tempo que espero cataclismas e, muitas vezes, tive muito medo disto.
Agora, vários anos a mais nas costas, bastante prática adquirida nos trabalhos do Instituto Ser Humano (ISH) e algum conhecimento a mais, mudei um tanto a minha posição.

Tive o prazer, a alegria e a "sorte" de ter sido aceita para participar de um curso muito especial, que foi ministrado neste ano pela 1a. vez no Brasil, e pela 1a. vez no mundo em uma grande metrópole, sobre Sustentabilidade e Cultura de Paz. Feito para criar designers de sustentabilidade foi ministrado pela Educação Gaia, na pessoa da May East e diversos palestrantes, em conjunto com a UMAPAZ e colaboração das ONGs Ecovila São Paulo e Ecobairro.


Ao longo do curso, muitas foram as ocasiões em que analisamos e vislumbramos situações críticas em relação ao meio-ambiente, beirando a insustentabilidade da vida, ao menos da vida humana. Foram 4 módulos: o social, o ecológico, o econômico e o de visão de mundo. Em todos eles, vimos profundamente o quanto os homens (e mulheres) que vivem nesta Terra estão desconectados da sua Mãe e de seus Irmãos...

Ganância, inconsciência, egoísmo, desatenção... o medo presente na sociedade o tempo todo!

Lágrimas de dor, pesar e tristeza surgiam nos olhos de nossos companheiros e,
às vezes, o medo surgia com força:

"Será que ainda dá tempo de reverter este quadro?"
"Conseguiremos sobreviver?"


Tenho trabalhado, dentro da perspectiva do ISH, a questão do Medo como oposto ao Amor, aprendendo a lidar melhor com esse sentimento que tantas vezes nos domina.

Em uma das vezes em que a dor e o medo de um companheiro de curso transbordaram tive, de repente, um sentimento muito forte.. Descobri, confesso que com alguma surpresa,
que não me importo se ainda temos tempo!

Mesmo pensando em minha filhota de menos de 6 anos, e
apesar das minhas preocupações de mãe,
realmente não me importo se vamos sobreviver ou não...

O que me importa é fazer o meu Trabalho: gerar sustentabilidade onde eu puder,
aumentar o meu nível de consciência e o de outras pessoas
- com relação ao meio-ambiente e aos relacionamentos -
e fazer isto principalmente através do meu exemplo.

Não existe maior ensinamento do que fazer.

A teoria serve de embasamento para o conhecimento,
mas o Saber só vem com a vivência na prática!


E não há mais nada a fazer! O que podemos mudar é a nossa postura, não a dos outros...
Se cada um de nós fizer a sua parte, em pouco tempo atingiremos a massa crítica necessária
para uma mudança de paradigma...

Se conseguirmos sair da visão egóica, onde só o meu bem-estar importa,
da paralisia do medo, que nos coloca como um avestruz que tenta não ver o que está ao seu redor e passarmos para uma visão mais amorosa e que realmente sente que somos todos um neste planeta, teremos muito mais chances de alcançarmos um mundo melhor.

Tenho a certeza de que tudo se encaminhará de uma forma mais doce e tranquila se sentirmos menos medo do amanhã e nos concentrarmos no momento presente, confiando que estamos fazendo a nossa parte e que o que quer que venha a ocorrer
será o que for necessário para o nosso aprendizado.

Agradeço à May pelo seu exemplo, aos envolvidos na organização deste Curso pelo trabalho e, especialmente, a todos os meus companheiros nesta jornada de Conhecimento,
pela troca de experiências, pelos insights provocados
e pelo Amor compartilhado em cada momento que vivemos juntos.

E agradeço ao ISH pelo Trabalho que é feito dentro de mim, a cada dia, que me tornou merecedora destes novos aprendizados, e que permite o meu crescimento como Ser Humano, conectando a minha essência com o Todo, com um Trabalho de amor e compaixão.

Assim falei!
Jallalla!

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