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SEIS ANOS DE ISH

      Celebrar uma data pode valer a pena se ela nos fizer lembrar de como éramos antes
e de como mudamos desde então.

No caso do ISH, o 05 de outubro de 1999 marcou a formalização de um compromisso
que alguns de nós resolvemos assumir com a nossa verdade interior e o reconhecimento de que viver essa verdade
(o nosso "projeto de felicidade") era a coisa mais importante a fazer.

Para mim foi como um ritual de passagem.

Vínhamos de uma "adolescência espiritual" vivida em outra Escola.
Feliz, mas que, como toda adolescência, tornara-se limitada.
Sentíamos uma grande necessidade de mais espaço, de outros desafios, outros companheiros.

Assim como um dia todos temos que deixar a casa paterna, aconteceu o mesmo conosco,... e fundamos o ISH!

Naquela cerimônia aceitamos nossa entrada na vida adulta.
Jovens ainda, é verdade, mas agora finalmente responsáveis por nós mesmos.
Naturalmente, sem dores nem pressões.
Daí para uma sede, nossa casa atual, foi um passo tranquilo, dado 1 ano depois em outubro de 2000.

Agora éramos donos do próprio nariz.... BRRR!!!

Sentimos o frio na barriga... mas ele passou!

O resultado foi explosivo!

Muitos encontros aconteceram, a energia cresceu e fluiu como numa espiral ascendente.

O grupo inicial, os "doze", amadureceu rapidamente e
superou o afastamento de alguns "fundadores" com a chegada de muita gente nova.

Recebemos toda ajuda de que precisávamos e que fomos capazes de aceitar e
intuímos o que viria a ser a Diretriz Primeira, o núcleo básico do nosso trabalho:

"Não dar força para o ego nem para as idéias de separação que ele prega".

Logo percebemos que não precisávamos fazer nada especial nem criar nenhuma nova doutrina espetacular,
o que nos aliviou de um grande peso.

Manter o rumo, focados na manutenção da nossa paz interior, era tudo que era necessário.

Isso faria com que os recém-chegados se sentissem verdadeiramente acolhidos e
pudessem experimentar a paz por si mesmos.
E aqui estaria o elemento transformador porque aprendemos
que só na paz o amor verdadeiro pode ser experimentado e trazer esperança.

Desenvolvemos a confiança de que cada ser humano sabe exatamente o que é melhor para si mesmo,
tem dentro de de si as respostas para todas as questões que surgem no decorrer da sua vida e
possui todos os recursos para realizar o que for necessário para atingir a plena felicidade.


Criamos muitas formas externas, muitas "tecnologias", que possibilitam a vivência dessa paz/amor.
Não por necessidade, mas porque elas apareceram naturalmente na maneira de ser
de cada um que se envolvia nessa atmosfera desarmada.

E nesse processo fomos nos apaixonando mais e mais pelos nossos companheiros,
pelo "outro", pela vida.
E foi tanta paixão que, quando nos demos conta,
ela já não cabia mais num único endereço ou numa terra só.

Tivemos que "sair" do ISH, estender o que tínhamos aprendido lá para além das suas fronteiras habituais.

Como num novo ritual de iniciação, com um grupo renovado e mais experiente, estamos agora envolvidos,
além dos trabalhos normais realizados no Instituto, em várias atividades "fora" do ISH.

Nunca planejamos nada disso.
Elas apenas aconteceram, como a água que flui pelo leito do rio,
sem esforço vive, a cada momento, uma nova experiência, um novo aprendizado, uma nova paisagem.
E nos arrastaram para um outro patamar de maturidade no Trabalho.

Sinto que deixamos para trás a fase dos adultos jovens - quando ainda existia um sentimento,
lá no fundo, de que tudo era uma apenas uma brincadeira bem intencionada -
e assumimos agora o papel dos que combinam consciência com independência e responsabilidade.

Idade madura!
Menos BRRR!! dessa vez.
Menos medo
. E sabem porque?

Porque nesses 6 anos acumulamos muita abundância, muita alegria,
vivemos muitas experiências que nos mostraram que estamos num bom caminho.

E, para mim, não há nada melhor a ser feito senão compartilhar esse bom caminho,
por pura alegria, puro excesso.


Com muita flexibilidade, acolhendo, integrando, reinventando, aprendendo cada vez mais a diferenciar o essencial do superficial, mantendo o foco na Primeira Diretriz. Porisso o medo se foi e hoje estamos mais felizes.